16 melhores filmes de 2016


1. Animais Noturnos (Tom Ford)

2. Macbeth (Justin Kurzel)


3. Neruda (Pablo Larraín)


4. Spotlight (Tom McCarthy)


5. A Grande Aposta (Adam McKay)


6. Snowden (Oliver Stone)


7. Café Society (Woody Allen)


8. O Quarto de Jack (Lenny Abrahamson)


9. Elis (Hugo Prata)


10. Julieta (Pedro Almodóvar)


11. Zoom (Pedro Morelli)


12. Anomalisa (Duke Jonhson e Charlie Kaufman)


13. Swiss Army Man (Dan Kwan e Daniel Scheinert)


14. A Economia do Amor (Joachim Lafosse)


15. Supersonic (Mat Whitecross)


16. Cinema Novo (Erik Rocha)

Obs 1: A ordem dessa lista não está de acordo com as notas que eu dei no meu facebook porque lá avaliei com base nas minhas impressões imediatas e não dentro do contexto de 2016 como um todo.
Obs 2: Os nomes entre parênteses são dos diretores dos filmes.

Obs 3: Alguns filmes de 2015 estão nessa lista pelo motivo de só terem sido lançados em 2016 no Brasil.

Não Olhe para Trás

Danny Collins Movie

O filme conta também com músicas de John Lenneon na trilha sonora

Inspirado na história real do roqueiro Steve Tilston, o filme Não olhe para trás, dirigido por Dan Fogelman, mostra Al Pacino no papel de Danny Collins, músico idoso que tem uma vida desregrada e entra em um conflito com sua carreira. O elenco também conta com a Jennifer Garner e o Bobby Cannavale, nora e filho de Collins respectivamente. Ele está em cartaz hoje (27), na sessão das 18 horas do cinema UCI do shopping Iguatemi

O longa é uma mistura de humor com drama. Al Pacino, no papel da versão romanceada de Tilston, passa a maior parte de seus dias se envolvendo com mulheres, usando drogas e abusando da bebida. Porém, em um momento da história acontece uma reviravolta e ele se encontra em uma situação de crise de consciência após receber uma carta de John Lennon com décadas de atraso. Dessa forma, ele tenta consertar os estragos cometidos nessa sua vida desregrada, como ir atrás do filho que ele teve com uma fã há muito tempo, mas que nunca conheceu pessoalmente.

O humor do filme consegue dar uma leveza às cenas dramáticas. Fogelman encaixa bem momentos de descontração em situações que exigem uma reflexão mais aprofundada sobre a vida. A trama envolve ao mostrar momentos sérios de uma maneira gostosa de assistir, se distanciando de filmes que, por serem bastante reflexivos, não conseguem prender o espectador.

O Al Pacino é o que mais sabe aproveitar esses momentos de irreverência, mas assim como o seu personagem, ele não tem mais a mesma energia do passado. Sua atuação nesse filme não chega nem perto de outras que o consagraram, como a de Scarface e O poderoso chefão. Ela acontece de uma maneira cansada, parecendo que ele não está à vontade em muitas partes do enredo. Devido a isso, atores coadjuvantes conseguem roubar a cena, como o Bobby Cannavale, que convence no seu papel de filho decepcionado e revoltado contra o pai e a brilhante Jennifer Garner, que cumpre com maestria a função de sua personagem, ser uma conciliadora na relação de seu marido com o pai problemático.

O final é construído de maneira ambígua, deixando o desfecho aberto para que o espectador interprete da maneira que quiser. Isso é uma das qualidades da obra, pois permite que o público complete a narrativa do enredo, tornando a experiência de assisti-lo algo diferente para cada tipo de pessoa.

A trilha sonora é muito bem trabalhada pelo Fogelman no enredo, sendo sempre preparado um contexto adequado para cada momento em que as músicas são tocadas. Isso faz com que sua obra se diferencie de outros filmes musicais, cuja as canções entram na história de uma maneira totalmente brusca e sem estabelecer uma relação clara com o que está acontecendo no enredo.

Em linhas gerais, a direção é feita de uma maneira boa, fazendo com que drama e comédia sejam dosados de modo que envolve quem o assiste, além de também fazer com que a trilha sonora seja um diferencial entre os filmes de gênero musical . Outro ponto positivo é seu elenco, que conta com veteranos do cinema e bons atores que estão com sua carreira em ascensão.

Birdman ( ou a inesperada virtude da ignorância)

O filme fala de um ator que ficou estigmatizado por fazer um blockbuster de super herói, o Birdman, e que tenta voltar sua carreira para algo mais cultural, fazendo uma peça de teatro, porém as pessoas só o veem como protagonista de Birdman.

A trama meio que lembra a carreira de Michael Keaton, que ficou conhecido por fazer uma das versões de Batman.

O longa consegue fazer ao mesmo tempo uma auto crítica e uma auto promoção de hollywood e traz também uma inovação por ser filmado sem cortes, ou pelo menos dá a impressão de ter sido filmado assim.

Quanto ao final, ele é ambíguo e dá margem para o espectador interpretar da maneira que ele quiser. Logo no começo do filme, quando os atores estão reunidos na mesa para memorizar as falas, há uma dica do que acontece no final do história.

Todos os atores principais já participaram de um filme de super herói, Keaton como Batman, Edward Norton como Hulk e Emma Stone, como Gwen Stacy no Espetacular Homem Aranha.

Birdman foi bastante premiado, inclusive conquistando o Oscar de melhor filme e diretor, talvez pela metalinguagem hollywoodiana bastante presente no filme.

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Uma Longa Queda

O filme fala sobre quatro pessoas que se conhecem após tentarem suicídio no terraço de um puma-longa-queda_t65620_jpg_290x478_upscale_q90rédio em Londres, são elas, um apresentador que teve sua vida arruinada por um escândalo,  uma adolescente que deseja ser reconhecida, uma mãe que enfrenta dificuldades em cuidar de um filho deficiente e um jovem meio tímido, interpretado por Aaron Paul, o Jesse Pinkman de Breaking Bad.

O longa explora bem o poder que a imprensa tem de ora colocar uma pessoa no topo, ora destruir para sempre sua reputação. Na história os jornalistas são mostrados como pessoas que exploram o sofrimento para vender notícias, algo que, apesar de recorrente, não pode ser generalizado.

A trama é bem reflexiva, apesar de ter um toque de humor, algo que deixa o filme um pouco mais leve. A trilha sonora é excelente e através dela, conheci uma música nova muito boa, Youth da Daughter.

Nota: 9,8/10

O Abutre

Estrelado por Jack Gyllenhaal, o filme conta a história de um jornalista freelancer, que filma e vende vídeos de tragédia para canais de notícias. Dotado de um poder de barganha incrível, ele consegue facilmente ascender 11181200_800profissionalmente.

O longa mexe muito com a questão da ética jornalística que proíbe o profissional de imprensa de expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, algo que é constantemente desrespeitado pelo protagonista. Também é apresentado no filme o constante desejo dos meios de comunicação em conseguir lucro, passando por cima, se for preciso, dos direitos humanos.

Apesar de ter sido exagerado em alguns pontos no longa, esse tipo de jornalismo que se vale do uso de imagens de extrema violência, não só existe de fato, como também possui um grande público que acompanha cotidianamente notícias recheadas de sangue e brutalidade.

Nota: 10/10

Mapa para as Estrelas

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O filme, que é dirigido por David Cronnenberg, faz uma sátira do culto às celebridades, muito comum na sociedade contemporânea, principalmente agora na era de superexposição da internet. Com Hollywood como pano de fundo e com um humor bastante ácido, ele nos apresenta vários personagens, que de início parecem não estarem ligados, mas com o desenrolar da história descobrimos suas conexões.

O longa se vale de alguns estereótipos de celebridades para construir seus personagens, como Benjie, um ator mirim, mimado e prepotente e Havanna Sengrad, atriz com um passado de sucesso, mas que perdeu seu espaço por ter envelhecido, interpretada pela Julianne Moore. Além deles, há também a Agatha Weiss, personagem que se muda para Los Angeles e que queimaduras misteriosas na pele e Jerome Fontanna, motorista de celebridades, aspirante a ator.

Cronnembeg exagera em alguns pontos ao mostrar como o mundo das celebridades é doentio, mas como a proposta da obra é apresentar um humor sádico, seu valor não diminui por isso.

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O filme tem um elenco  ótimo e já garantiu  o prêmio de melhor atriz de Cannes para a Jualianne Moore, que também conseguiu uma indicação ao Globo de Ouro pelo mesmo trabalho. Mas para mim, quem rouba a cena é a Mia Wasikowska, que faz o papel de Agatha Weiss. Robert Pattinson, que faz o Jerome e Jonh Cussack, que faz o Dr, Stafford, pai de Benjie também estão excelentes.

Nota: 9,6/10

Boyhood

Boyhood, do diretor Richard Linklater, é um filme que acompanha a vida de um garoto chamado Mason (Ellar Coltrane), da sua infância até a juventude. A principal premissa do filme é utilizar os mesmos atores para interpretar os personagens em diferentes épocas de suas vidas, o que fez com que ele demorasse 12 anos para ser finalizado.
O cotidiano do protagonista é parecido com o da maioria das pessoas, não acontecendo no filme nada de extraordinário ou de muito surpreendente, isso pode fazer com que a muitas pessoas desgostem do longa, mas para mim esse é justamente o ponto forte do filme, já que gera um processo de identificação com vários espectadores. Muitos são os momentos do filme os quais eu vejo minha infância na tela, como no lançamento do sexto livro do Harry Potter e quando ele assiste Dragon Ball.
A trilha sonora é excelente, contando com nomes como Kings of Leon, Black Keys, Foo Fighters, Pink Floyd, Beatles, Coldplay, entre muitos outros.
A relação dele com os pais, que são divorciados, é muito bem construída, expondo as dificuldades de sua mãe para encontrar um bom marido e o vida despreocupada que seu pai leva.
Esse filme é, junto com Birdman, um dos nomes fortes para o Oscar do ano que vem. Não a toa, ficou em primeiro lugar em diversas listas de melhores filmes de 2014, como a do The New York Times.
Nota: 9,5/10
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