Análise de “Cisne Negro”

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“Cisne Negro” retrata a vida da bailarina Nina Sayers, interpretada pela Natalie Portman. O filme mostra a luta dessa bailarina para conseguir fazer uma performance de “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky. Nesse balé ela tem que interpretar o cisne branco, que é uma personagem virginal e pura e também tem que interpretar o cisne negro, que é outra personagem totalmente diferente do cisne branco, sendo uma criatura mais sensual.

Interpretar o cisne negro se torna um grande desafio para Nina no decorrer da trama, pois no começo da história ela é uma pessoa muito tímida e reservada, ou seja ela acaba se assemelhando mais ao cisne branco.

No desenrolar da história ela acaba perdendo muito da sua timidez, em um momento do filme seu professor de balé a aconselha a começar a se masturbar, com o objetivo de conhecer melhor o seu próprio corpo, Nina segue esse conselho.

Nina começa a se envolver com sua concorrente no papel de Cisne Negro, a Lily, interpretada pela Mila Kunis. As duas começam um relacionamento e Lily começa a exercer uma influência muito grande sobre a Nina e ela deixa de ser pura e virginal e acaba experimentando prazeres que antes eram desconhecidos para ela, como o uso de ecstasy e o lesbianismo.

Passando certo tempo Nina começa a brigar com a Lily e as duas acabam rompendo o relacionamento. Nina começa a enlouquecer e a ter várias alucinações.

Esse filme retrata muito bem o drama de uma bailarina que em busca de fazer o seu melhor pela arte acaba descobrindo felicidades e agonias novas.

Com um ótimo elenco, que inclui Natalie Portman, que ganhou um Oscar de melhor atriz em 2011 por seu papel nesse filme, Mila Kunis, que interpreta muito bem o par romântico de Natalie, tornando a relação das duas muito densa e emocionante e também Wynona Ryder, que interpreta a bailarina que a Nina tem que substituir, que mesmo não tendo um papel de destaque no filme, consegue atuar muito bem.

Em linhas gerais, Cisne Negro é um ótimo suspense que te faz pensar muito em como uma pessoa que aparenta ser algo muitas vezes não o é, e também como uma pessoa pode mudar drasticamente sua personalidade com o passar do tempo.

Ficha Técnica

  • Cisne Negro
  • Black Swan
  • EUA, 2010
  • Diretor:  Darren Aronofsky
  • Roteiro:  Andres Heinz, John McLaughlin, Mark Heyman
  • Elenco: Abigail Mentzer, Abraham Aronofsky, Adrianna de Svastich, Alexandra Damiani, Arkadiy Figlin, Barbara Hershey, Barette Vance, Benjamin Millepied, Carrie Lee Riggins, Charlotte Aronofsky, Christine Redpath, Christopher Gartin, Deborah Offner, Geneviève Lebean, Gina Artese, Holly L. Fusco, Jamie Wolf, Janet Montgomery, Jessy Hendrickson, John Epperson, Kaia A. Tack, Kristina Anapau, Ksenia Solo, Kurt Froman, Laura Bowman, Lauren Fadeley, Leslie Lyles, Liam Flaherty, Lillian di Piazza, Marcia Jean Kurtz, Marina Stavitskaya, Mark
  • 108 minutos
  • 16 anos
  • 20th Century Fox

Nota: 8/10

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Análise de “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída”

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O filme  “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída” mostra, como o próprio título diz, a entrada de uma garota de 13 anos em um mundo em que muitos adultos sentem dificuldades de sair, que é o submundo das drogas e da prostituição.

O filme é baseado no livro “Wir Kinder vom Bahnhof Zoo”, que foi escrito por dois jornalistas alemães em contribuição com a própria Christiane F.

O enredo do filme se desenrola na Alemanha, mais especificamente na cidade de Berlim. Christiane (Natja Brunckhorst) é uma garota que sempre frequenta as festas de sua cidade, nessas festas ela consome muitas drogas.

No decorrer da trama nos é apresentado Detlev (Thomas Haustein), personagem que com o desenrolar da história se torna namorado de Christiane. Ele acaba se tornando uma má influência para ela e então os dois acabam experimentando heroína juntos.

Depois de se afundarem cada vez mais no mundo das drogas, os dois começam a entrar no mundo da prostituição, para ter como tirar o dinheiro necessário para comprar suas drogas.

Christiane não só usava heroína, como também usava maconha, LSD e também consumia outros medicamentos como o Valium e Mandrix.

O filme tem a participação especial de David Bowie, em uma cena em que a Christiane e seus amigos estão em um show dele em Berlim.

Atualmente, Christiane F. ainda é viciada e a guarda do seu filho foi retirada dela pelas autoridades alemãs.

Ficha Técnica

  • Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída
  • Christiane F. – Wir Kinder vom Bahnhof Zoo
  • Alemanha, 1981
  • Diretor: Uli Edel
  • Roteiro: Uli Edel
  • Elenco: Christiane Reichelt, Daniela Jaeger, David Bowie, Jan Georg Effler, Jens Kuphal, Kerstin Richter, Natja Brunckhorst, Reiner Wölk, Thomas Haustein
  • 125, minutos
  • 18 anos
  • Flashstar

Nota: 9/10

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Análise de “O Lado Bom da Vida”

O “Lado Bom da Vida” mostra a história de Pat Peoples (Bradley Cooper), um ex-professor de história com problemas psiquiátricos. A trama toda do filme é centrada na paixão obsessiva de Pat por sua ex-mulher, a Nikki. A maior parte do filme Pat tenta uma reaproximação com ela.

Nikki e Pat se divorciaram porque Nikki traiu seu marido com outro homem, o momento em que Pat se dá conta do adultério se torna muito traumático para ele, pois ele encontra sua ex-mulher e o amante tomando banho juntos.

O trauma de Pat foi tão grande que ele foi internado em uma clínica psiquiátrica e passou a esquecer muitos anos de sua vida.

No decorrer da trama ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), que assim como ele possui seus traumas. Tifanny teve seu marido morto por um motorista embriagado e como seu finado marido gostava muito de fazer sexo com ela, ela passou a transar com diversos desconhecidos para tentar superar o trauma.

Tiffany e Pat se aproximam muito com desenrolar da história, porém Pat continua obcecado por sua ex-mulher. Para tentar fazer com que ele a esqueça, Tiffany começa a trocar cartas com Pat fingindo ser Nikki. Ela começa a investigar e descobre alguns fatos dos anos que Pat não guardou na memória.

O filme sabe misturar bem cenas de comédia e drama, se diferenciando de outras comédias românticas, onde as histórias seguem praticamente o mesmo padrão.

O elenco também é excelente, nesse filme descobrimos o quanto a Jennifer Lawrence amadureceu como atriz, sem contar com a atuação sempre boa de Robert de Niro, que no filme faz o pai de Pat.

Além do elenco, a trilha sonora também é muito boa, principalmente na cena que Tiffany e Pat estão em um concurso de dança, onde são nos apresentadas excelente músicas, como “Fell In Love With a Girl” do White Stripes.

Em linhas gerais, o filme é muito bom e consegue nos apresentar uma história de amor que é fora dos padrões das histórias que a maioria de nós conhecemos.

Ficha Técnica

  • O Lado Bom da Vida
  • Silver Linings Playbook
  • EUA, 2012
  • Diretor: David O. Russell
  • Roteiro: baseado na obra de Matthew Quick, David O. Russell
  • Elenco: Alan Davis, Andrea Havens, Anupam Kher, Benjamin Kerr, Bonnie Aarons, Bradley Cooper, Brea Bee, Carol Anne Mueller, Charles Pendelton, Cheryl Williams, Chris Tucker, Chuck Rayner, Cindy Engle, Cody C. J. Greene, Dash Mihok, David Kneeream, Debra Efre, Dennis Jeantet, Erica Lynne Marszalek, Ian Jarrell, Jacki Weaver, Jade Froeder, Jae Greene, JaQuinley Kerr, Jason Mullen, Jen Weissenberg, Jeni Miller, Jennifer Lawrence, Jerry Perna, Jessica Czop, John G. England IV, John Ortiz, Julia Stiles, Kenny Shapiro, Kirk Kelly, Liam
  • 122 minutos
  • 14 anos
  • Paris Filmes

Nota: 8/10

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Análise de “Uma Mente Brilhante”

O filme “Uma mente brilhante” é uma cine biografia do renomado economista John Nash (Russell Crowe), retratando sua vida na época da universidade. John Nash sempre foi uma pessoa muito tímida e com problemas para se socializar, no decorrer do filme descobrimos que ele sofre de esquizofrenia e alguns personagens da trama, que antes nos eram apresentados como reais, são apenas alucinações dele. No filme também é apresentada a relação de Nash com Alícia (Jennifer Connelly) e seu vindouro envolvimento amoroso.

O filme é importante para nos mostrar que existem pessoas que não conseguem estabelecer uma comunicação eficiente com outras e acabam se isolando da humanidade criando seu próprio mundo imaginário. John Nash é ganhador do Prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel, devido a teoria que criou quando estudante de Princeton, a “Teoria dos Jogos”

Nash começou a tomar antipsicóticos por conta de sua esquizofrenia, porém atualmente não consome mais esses remédios, segundo sua biógrafa, ele adquiriu uma recuperação gradativa.

Entre as pessoas imaginadas por Nash, estão seu colega de quarto na faculdade e alguns espiões russos. John acredita que trabalha decifrando códigos para o governo dos Estados Unidos e, em uma de suas alucinações, um chip é colocado nele.

Sua mulher, Alicia, acredita em todas as alucinações de Nash, ficando em estado de choque quando descobre que tudo o que ele falou aconteceu somente na cabeça dele.

O problema de John é detectado durante uma palestra em que ele estava dando em uma faculdade, nessa palestra ele começa a surtar e um psiquiatra aparece e dá um sedativo para ele. Da palestra ele é levado para uma clínica e o médico começa a falar da sua esquizofrenia.

Esse filme mostra como devemos valorizar nossas relações sociais, mesmo que as achemos fracas, porque estas relações nos fortalecem e impedem muitas vezes que se desenvolvam em nós problemas, como a esquizofrenia, ou em casos menos sérios a depressão.

Ficha Técnica

  • Uma Mente Brilhante
  • A Beautiful Mind
  • EUA, 2001
  • Diretor: Ron Howard
  • Roteiro: Akiva Goldsman
  • Elenco: Adam Goldberg, Alex Toma, Amy Walz, Anthony Easton, Anthony Rapp, Austin Pendleton, Betsy Klompus, Bob Broder, Brian Keith Lewis, Carla Occhiogrosso, Cheryl Howard, Christopher Plummer, Christopher Stockton, Darius Stone, Dave Bayer, David B. Allen, Ed Harris, Ed Jupp Jr., Eva Burkley, Glenn Roberts, Gregory Dress, Holly Pitrago, Isadore Rosenfeld, Jane Jenkins, Jason Gray-Stanford, Jennifer Connelly, Jennifer Weedon, Jesse Doran, Jillie Simon, John Blaylock, Josh Lucas, Josh Pais, Judd Hirsch, Kathleen Fellegara, Kent Cassella, Logan McCall
  • 135 minutos
  • 12 anos
  •  Universal Pictures

Nota: 10/10

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