Não Olhe para Trás

Danny Collins Movie

O filme conta também com músicas de John Lenneon na trilha sonora

Inspirado na história real do roqueiro Steve Tilston, o filme Não olhe para trás, dirigido por Dan Fogelman, mostra Al Pacino no papel de Danny Collins, músico idoso que tem uma vida desregrada e entra em um conflito com sua carreira. O elenco também conta com a Jennifer Garner e o Bobby Cannavale, nora e filho de Collins respectivamente. Ele está em cartaz hoje (27), na sessão das 18 horas do cinema UCI do shopping Iguatemi

O longa é uma mistura de humor com drama. Al Pacino, no papel da versão romanceada de Tilston, passa a maior parte de seus dias se envolvendo com mulheres, usando drogas e abusando da bebida. Porém, em um momento da história acontece uma reviravolta e ele se encontra em uma situação de crise de consciência após receber uma carta de John Lennon com décadas de atraso. Dessa forma, ele tenta consertar os estragos cometidos nessa sua vida desregrada, como ir atrás do filho que ele teve com uma fã há muito tempo, mas que nunca conheceu pessoalmente.

O humor do filme consegue dar uma leveza às cenas dramáticas. Fogelman encaixa bem momentos de descontração em situações que exigem uma reflexão mais aprofundada sobre a vida. A trama envolve ao mostrar momentos sérios de uma maneira gostosa de assistir, se distanciando de filmes que, por serem bastante reflexivos, não conseguem prender o espectador.

O Al Pacino é o que mais sabe aproveitar esses momentos de irreverência, mas assim como o seu personagem, ele não tem mais a mesma energia do passado. Sua atuação nesse filme não chega nem perto de outras que o consagraram, como a de Scarface e O poderoso chefão. Ela acontece de uma maneira cansada, parecendo que ele não está à vontade em muitas partes do enredo. Devido a isso, atores coadjuvantes conseguem roubar a cena, como o Bobby Cannavale, que convence no seu papel de filho decepcionado e revoltado contra o pai e a brilhante Jennifer Garner, que cumpre com maestria a função de sua personagem, ser uma conciliadora na relação de seu marido com o pai problemático.

O final é construído de maneira ambígua, deixando o desfecho aberto para que o espectador interprete da maneira que quiser. Isso é uma das qualidades da obra, pois permite que o público complete a narrativa do enredo, tornando a experiência de assisti-lo algo diferente para cada tipo de pessoa.

A trilha sonora é muito bem trabalhada pelo Fogelman no enredo, sendo sempre preparado um contexto adequado para cada momento em que as músicas são tocadas. Isso faz com que sua obra se diferencie de outros filmes musicais, cuja as canções entram na história de uma maneira totalmente brusca e sem estabelecer uma relação clara com o que está acontecendo no enredo.

Em linhas gerais, a direção é feita de uma maneira boa, fazendo com que drama e comédia sejam dosados de modo que envolve quem o assiste, além de também fazer com que a trilha sonora seja um diferencial entre os filmes de gênero musical . Outro ponto positivo é seu elenco, que conta com veteranos do cinema e bons atores que estão com sua carreira em ascensão.

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