Blur – The Magic Whip (2015)

Depois de 12 anos sem lançar material inédito, a banda composta pelos vocalistas Damon Albarn e Graham Coxon, pelo baixista Alex James e pelo baterista Dave Rowntree, volta com um trabalho bom, que honra o seu passado como uma das maiores representantes do britpop dos anos 90, junto com o seu principal rival, o Oasis dos polêmicos irmãos Gallagher.

O álbum contém 12 faixas e foi produzido pelo Stephen Street, que trabalha com a banda desde o seu início. Gravado em Londres e Hong Kong, ele foi lançado pelo selo da Parlophone.

“New World Towers” é a segunda música do disco e tem um ritmo bem intimista e fala na sua letra da vida agitada em grandes metrópoles. O cenário descrito na música remete a Hong Kong, pois há muitas referências a grandes empreendimentos comerciais e letreiros luminosos. Há nela uma reflexão bastante pertinente da solidão que é comumente encontrada no meio da correria do trabalho em cidades grandes. Também há uma crítica velada a quem valoriza mais a manutenção de um padrão de vida do que cuidar das relações pessoais, algo que está dito de forma implícita no refrão “Love, love, so far away. New World Towers”.

A faixa seguinte “Go Out”, é a canção com a melodia e o refrão mais grudentos, isso pode  ser explicado pelo fato de que muitos versos são repetidos exaustivamente. A bateria de Dave Rowntree é o instrumento que mais se destaca, sendo uma das responsáveis pelo ritmo chiclete da música, algo que, diga-se de passagem, não é ruim, pois assim a música se torna divertida e gostosa de se ouvir.

“Ice Cream Man” tem um título que remete a capa do disco, que é um letreiro luminoso em formato de sorvete. Apesar de ter uma letra pouco criativa, chegando ao ponto de “something new” ser repetido em duas estrofes com quatro versos cada, ela tem seu valor por ter um ritmo infantil bem agradável. Conseguir sem simples sem ser simplória é a maior qualidade dessa música, que cativa quem a ouve.

“I Broadcast”, assim como a “New Word Towers”, também fala da vida em uma grande metrópole, mas há nela um foco na vida noturna. A voz de Albarn se adéqua de uma forma sublime com o baixo de Alex James, tornando a música bem dançante e agitada. Apesar de não ter o mesmo protagonismo que teve em “Go Out”, a bateria de Rowntree também contribui para a agitação da canção. O arranjo é construído de forma totalmente harmônica, fazendo com que cada instrumento cumpra seu papel aceitavelmente. Todos esses fatores fazem que essa música seja a melhor do disco.

The Magic Whip compensa todos os anos de espera que os fãs de Blur tiveram que passar, ressuscitando a era de ouro do britpop. Com músicas inesquecíveis e com a melodia gostosa, ele agrada tanto aqueles que preferem algo mais introspectivo e reflexivo, quanto os que curtem músicas para dançar. Servindo como um ótimo meio de relaxar e fugir da rotina estressante das grandes metrópoles. Esse álbum foi um dos melhores lançamentos de 2015.

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