16 melhores filmes de 2016


1. Animais Noturnos (Tom Ford)

2. Macbeth (Justin Kurzel)


3. Neruda (Pablo Larraín)


4. Spotlight (Tom McCarthy)


5. A Grande Aposta (Adam McKay)


6. Snowden (Oliver Stone)


7. Café Society (Woody Allen)


8. O Quarto de Jack (Lenny Abrahamson)


9. Elis (Hugo Prata)


10. Julieta (Pedro Almodóvar)


11. Zoom (Pedro Morelli)


12. Anomalisa (Duke Jonhson e Charlie Kaufman)


13. Swiss Army Man (Dan Kwan e Daniel Scheinert)


14. A Economia do Amor (Joachim Lafosse)


15. Supersonic (Mat Whitecross)


16. Cinema Novo (Erik Rocha)

Obs 1: A ordem dessa lista não está de acordo com as notas que eu dei no meu facebook porque lá avaliei com base nas minhas impressões imediatas e não dentro do contexto de 2016 como um todo.
Obs 2: Os nomes entre parênteses são dos diretores dos filmes.

Obs 3: Alguns filmes de 2015 estão nessa lista pelo motivo de só terem sido lançados em 2016 no Brasil.

Birdman ( ou a inesperada virtude da ignorância)

O filme fala de um ator que ficou estigmatizado por fazer um blockbuster de super herói, o Birdman, e que tenta voltar sua carreira para algo mais cultural, fazendo uma peça de teatro, porém as pessoas só o veem como protagonista de Birdman.

A trama meio que lembra a carreira de Michael Keaton, que ficou conhecido por fazer uma das versões de Batman.

O longa consegue fazer ao mesmo tempo uma auto crítica e uma auto promoção de hollywood e traz também uma inovação por ser filmado sem cortes, ou pelo menos dá a impressão de ter sido filmado assim.

Quanto ao final, ele é ambíguo e dá margem para o espectador interpretar da maneira que ele quiser. Logo no começo do filme, quando os atores estão reunidos na mesa para memorizar as falas, há uma dica do que acontece no final do história.

Todos os atores principais já participaram de um filme de super herói, Keaton como Batman, Edward Norton como Hulk e Emma Stone, como Gwen Stacy no Espetacular Homem Aranha.

Birdman foi bastante premiado, inclusive conquistando o Oscar de melhor filme e diretor, talvez pela metalinguagem hollywoodiana bastante presente no filme.

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Garota Exemplar

Garota Exemplar, filme de David Fincher, diretor do consagrado Clube da Luta e de outros sucessos, como Rede Social e Millenium – Os homens que não amavam as mulheres, fala sobre o desaparecimento de uma mulher chamada Amy Dunne no seu quinto aniversário de casamento. As suspeitas logo recaem sobre Nick Dune, personagem central da trama.

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É interessante como o longa consegue trazer diferentes abordagens ao longo da história, ora com a narração do ponto de vista de Amy, mostrando como era conflituosa a relação do casal e nos levando a crer que Nick é de fato um assassino, ora com o próprio ponto de vista do acusado, ressaltando a instabilidade mental de Amy e dando soluções alternativas a esse caso. O ponto forte desse recurso é que ele estimula o espectador a analisar entre as possíveis alternativas e tirar suas próprias conclusões sobre o desfecho.

Na obra, a imprensa tem um papel bastante sensacionalista, promovendo uma espetacularização do caso. Isso se torna bastante perceptível quando ela explora o comportamento de Nick diante do desaparecimento da mulher, que diferente do que é esperado de pessoas nessa situação, não há o menor sinal de luto, mas contantes sorrisos, como o que acontece durante a coletiva com os jornalistas.

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Ben Affleck se sai bem no papel de Nick Dunne, dando um ar bastante extrovertido ao personagem. Com isso, ele compensa de certa forma as numerosas críticas a trabalhos anteriores, como Demolidor. E Rosamund Pike faz Amy Dunne de uma forma bem autêntica, nos mostrando de uma maneira brilhante sua instabilidade emocional.

Nota: 9,5/10